Peregrina De Paz
SUA VIDA E TRABALHO EM SUAS PRÓPRIAS PALAVRAS

APÊNDICE V

Peregrina de Paz nas Notícias

Peregrina de Paz teve freqüentes encontros com repórteres da imprensa e acesso ao rádio e à televisão. Sentiu que esta era uma maneira útil e prática de fazer chegar sua mensagem à comunidade. Normalmente, depois do ascetismo profissional inicial, os repórteres positivamente comprovavam seu talento, sinceridade e disposição para responder às suas perguntas refletida e profundamente.

Uma mostra das Manchetes:

PEREGRINA DE PAZ A PONTO DE COMEÇAR UMA CAMINHADA
ATRAVÉS DOS E.U.A. COM UMA ORAÇÃO PELA PAZ

("Los Angeles Times", 4 de janeiro de 1953)

"PEREGRINA DE PAZ" EM TOLEDO; PERCORRENDO A PÉ, 5.000 MILHAS
Pessoa Anônima Planeja Apresentar Petições a Ike, ONU
("Toledo Blade", 17 de setembro de 1953)

PEREGRINA DE PAZ DETÉM-SE EM SEDALA NUMA CAMINHADA DE10.000 MILHAS
PARA ADVOGAR PELO DESARMAMENTO MUNDIAL

("The Sedalia, Missouri Democrat" 7 de novembro de 1955)

PEREGRINA DE PAZ CAMINHA POR UM MUNDO PACÍFICO
("The Clarion-Ledger", Jackson, Miss., 19 de janeiro de 1956)

ELA CAMINHA PARA ALERTAR OS E.U.A. DA NECESSIDADE DA PAZ
( Bloomington, Indiana, "Daily Herald-Telephone", 8 de março de 1956)

Uma Mulher Caminha. Fala sobre isto:
REALMENTE SUSTENTA UM MOVIMENTO DE PAZ A PÉ

("The Indianapolis Star", 12 de março de 1956)

Uma Peregrina Faz uma Visita a Santa Fé
ELA CAMINHA NESTE MUNDO SÓ,
MAS CAMINHA COM OS SANTOS

("Santa Fé, New México News", 13 de outubro de 1966)

TENDO A PAZ COMO MISSÃO, PEREGRINA SOMA AS MILHAS
("Northern Arizona University Student Newspaper", Flagstaff, 4 de outubro de 1969)

PEREGRINA DE PAZ CAMINHA 25.000 MILHAS PELA PAZ MUNDIAL
("St. Louis Post-Dispatch", 25 de abril de l971)

Pequena Senhora de Idade de Tênis:
PEREGRINA DE PAZ MARCHA CONTINUAMENTE...

("Los Angeles Times", 3 de dezembro de 1973)

21 Anos Peregrinando:
A PRINCESA DA PAZ CAMINHA PELA HUMANIDADE

( Pasadena, Calif., "Star-News", 16 de dezembro de 1973)

Com Passo Firme Caminha 25.000 Milhas:
UMA MULHER QUE CAMINHA POR TODA A VIDA - UMA PEREGRINAÇÃO PELA PAZ

(Pomona, Calif., "Progress-Bulletin", 2 de fevereiro de 1974)

O ANJO DA GUARDA DE PEREGRINA DE PAZ TRABALHA TEMPO EXTRA
(Norfolk, Virginia, "Star-Ledger", 20 de abril de 1977)

Ela Viaja leve - um mapa, sua mensagem, um pente,
uma escova de dentes e uma caneta:
PEREGRINA DE AMOR E DE PAZ DOS TEMPOS MODERNOS

("South Jersey Courier Post", Cherry Hill, N.J., 11 de outubro de 1977)

PEREGRINA DE PAZ SEGUE CAMINHANDO,
MAS AGORA NÃO ESTÁ CONTANDO AS MILHAS

("Upper Suncoast News", Flórida, 7 de dezembro de 1977)

PEREGRINA PREPARADA PARA CAMINHAR
PELA COSTA LESTE DA FLÓRIDA

("St. Petersburg Times", 5 de janeiro de 1978)

PEREGRINA DE PAZ - UMA CAMINHADA
DE UM QUARTO DE SÉCULO PELA PAZ

( Whittier, Calif., "Daily News", 30 de dezembro de 1978)

PEREGRINA AFIRMA: A MATURIDADE CONDUZ À PAZ
("Colorado Springs Gazette Telegraph", 28 de abril de 1979)

UMA PEREGRINA SEMPRE JOVEM PROSSEGUE NUMA VELHA MISSÃO
("The Milwaukee Journal", 22 de junho de 1981)

ELA AINDA CAMINHA PELA TERRA PROMOVENDO A CAUSA DA PAZ
( Valparaiso, Ind., "Post Tribune", 3 de julho de 1981)

PEREGRINA DE PAZ TRAZ MENSAGEM DE PAZ A KNOX
("Starke Country Leader," Indiana, 7 de julho de 1981)

(Kansas City Star/Times, 2 de novembro de 1955)

CAMINHANDO PELA PAZ, uma mulher que completou 7.100 milhas de uma viagem na qual tenta caminhar 10.000, chegou ontem à Cidade de Kansas. Esta mulher que prefere ser conhecida apenas como Peregrina de Paz, viaja sem dinheiro e depende da caridade dos indivíduos para ter teto e alimento. Veste calça, túnica e blusa azul. Na túnica está escrito: "Caminhando 10.000 Milhas pelo Desarmamento Mundial'', atrás, e ''Peregrina de Paz", na frente - (fotografia do ''Kansas City Star'')

ELA NOS SACUDIU E COMO GOSTAMOS!

(''The Harvey County News'', Newton, Kansas, 25 de junho de 1953. Editorial por Floyd Geyman)

Compartindo conosco este espaço está aquela que parece abandonada pela mão de Deus, mas que merece aplausos por permanecer serena e jovialmente alegre e equilibrada, enquanto vence todas as artimanhas das notícias duvidosas que a perseguem vociferando na senda da verdade. Ela nos deu uma prensa - e deixou atrás de si alguns pensamentos encantadores.

Entrou aqui com passo rápido, com o aspecto semelhante ao da fotografia, e se dirigiu ao alto balcão com seu rosto radiante. A primeira impressão foi que vestia um macacão sujo de graxa de algum posto de gasolina. Mas uma segunda olhada revelou que o sinal que saltava em seu peito, se esta é a palavra, não era o nome de uma companhia petroleira. Era ''Peregrina de Paz''.

Para o caso de estarem interessados em minha missão e minha mensagem - aqui está a história - estendeu um maço de papéis, as páginas datilografadas com esmero. Depois de uma lida rápida, parecia estar faltando um ponto importante - talvez um descuido.

"Seu nome?", com o lápis preparado.

Foi aí que começou a batalha de argumentos.

"Não importa o meu nome", declarou. "Eu não sou nada. Minha causa é tudo. Não estou buscando publicidade para mim. Apesar disto causar estranheza a você, como aliás em todo mundo - meu nome deve permanecer Peregrina de Paz".

Hoje em dia existe a antiga idéia nos círculos jornalísticos de que os nomes são notícia. Quando você esconde seu nome deliberadamente de um falsificador de notícias enquanto busca publicidade no meio - você o está fazendo da maneira mais difícil, no mínimo. O detetive esperto está pronto para classificá-la na mesma categoria em que desaprova o que é aceito na Quinta Emenda quando lhe perguntam um ponto duvidoso, ou quando nasceu.

"Esta é uma notícia dos mil demônios", enfatizamos nós, colocando-nos em nossa melhor pose religiosa. "Suponhamos que Cristo houvesse assumido uma atitude como a sua - retendo Seu nome - você nunca teria ouvido falar d'Ele. Os nomes são rótulos com os quais identificamos as pessoas, as causas e muitas outras coisas. Assim, diga-me o seu, se quiser alguma consideração minha - sou um tipo obstinado, percebe?"

Ela sorriu - sem malícia. Foi uma emanação radiante, natural e serena. Com um pouco de sensibilidade poderia ver-se ali um halo de luz.

"Não tenho medo", disse ela - "tampouco faço alarde, simplesmente falo sério. Tenho a melhor proteção".

"Você quer dizer que está sob um poder sobrenatural - como Joana da Calamidade?", perguntamos com doçura. "Vejamo-lo".

"Deus é meu amparo", respondeu.

No deserto do Arizona uma noite - ela caminhava destemidamente de Los Angeles à costa do Atlântico, 5.000 penosas milhas para promover a causa da paz - viu um carro estacionado à beira do caminho e um pugilista grande e robusto convidou-a para entrar e sair do frio. Ela o fez. Ali dentro estava quente. Acomodou-se no assento traseiro e dormiu um sono sem sonhos, dos justos e inocentes. Quando despertou, o gorila disse-lhe que havia algo em seu sono que não pôde compreender. Tentou tocá-la duas vezes, com más intenções, mas não pôde prosseguir em seu intento.

"Que diabo é isso?" Quis saber.

"Deus", respondeu ela e retomou sua caminhada ao longínquo Atlântico.

Também mistificados, desviamo-nos para o estigma da estratégia que se originou no Jardim do Éden, há muitos anos.

"Dê-nos sua mão", imploramos; ela estendeu sua mão direita sem a menor hesitação. Era uma mão pequena, firme, mas não a retirou enquanto a acariciávamos à moda antiga.

"Tem eletricidade menina'', mentimos num tom que quase nunca falha. ''Diga-me, você é Salomé - a dama que dançou pela cabeça de João Batista, depois se uniu à multidão reverente que seguiu Jesus até a Cruz? Ou é Maria Madalena?"

Mas nem pensar - ela não caiu na armadilha.

"Sou Peregrina de Paz", declarou.

"Claro!" é uma agente do mal com a intenção de seduzir os débeis e arruinar o mundo", advertimos, esperando atiçar uma chispa de raiva. Você pertence ao xadrez e nós temos um bom aqui em Newton.

Ela sorriu, não como uma boneca, do tipo que mostra os dentes em lugar de revelar a alma.

"Tenho estado na prisão", disse. "Taxada de vagabundagem. Porém sempre me libertam uma vez que compreendem''.

O que se há de fazer com uma pessoa como esta?

"Aceita um cigarro?'', oferecemos, estendendo um pacote belamente litografado. "Que tipo de Whisky prefere? - diga-o e é seu".

Ela não respondeu: "Sai da minha frente, Satanás". Disse apenas: "Há bondade em vocês. Realmente desejaria poder dizer-lhes meu nome. Mas seria injusto para com os demais jornalistas e as pessoas de rádio e televisão desde Los Angeles até aqui. Não gostariam que fizesse isto, não é verdade?"

"Sim", respondemos. "Diga-me seu primeiro nome, só para começar - eu me encarrego depois do resto. Tem desafiado minha integridade como repórter. Isso simplesmente não pode ser".

Sabem, titubeou só por um abrir e fechar de olhos. Depois meneou a cabeça.

"Não seria justo para com os demais". E isso foi tudo.

Poderíamos ter-lhe dito, é claro, que não nos interessava seu insignificante nome, ou os nomes de todas as suas gerações. Mas que estávamos meramente utilizando as ferramentas à mão para sondar as profundezas de sua alma - para ver se o artigo era genuíno ou apenas se tratava de outra farsante.

Examinando o montão de propaganda, depois de sua partida, encontramos este escrito que se segue: ''Quem sou? Simplesmente chamem-me Peregrina de Paz. Ao empreender esta peregrinação de paz, não penso em mim como um indivíduo, senão como uma personificação de todos os corações humanos que estão orando pela paz".

Bem, irmãos, aí está. Isto é tudo. Porém em algum lugar, está inscrito que alguém, alguma vez, recebeu um anjo sem dar-se conta - e não a roupa interior de um anjo, como uma criança leu. Talvez tenhamos tido esta espécie de companhia. Quem sabe?

§

 

EXTRATOS DOS RELATOS NOS JORNAIS:

"... para os que algumas vezes sentem que o mundo está escorregando num lodo de cobiça e corrupção... uma visita a esta extraordinária mulher é o bastante para mudar o cáustico ponto de vista do cínico".

"... o mundo sempre teve adivinhos, clarividentes, aqueles que se dizem profetas e arautos do destino, mas Peregrina de Paz é diferente destes porque seu encanto retórico, pelo menos, é senso comum".

"Um inglês certa vez disse a Gandhi: O senhor é tão simples que nos confunde, tão sincero que nos embaraça. Respeitosamente, eu assinalo que esta afirmação também poderia se atribuir a uma mulher pequena, idosa, porém cheia de vitalidade, conhecida como Peregrina de Paz".

"... um fenômeno de paz nasceu nos Estados Unidos e somos abençoados por isto. Uma nação que tem uma cultura bélica e uma economia bélica, que se atreveu a lançar a primeira bomba atômica e que é conhecida por armazenar e lançar uma bomba de hidrogênio, produziu uma solitária mulher de cabelos prateados que através de sua vida de caminhante está dizendo, passo a passo, que existe uma maneira melhor de viver e de solucionar conflitos... Ao transcender suas dificuldades espirituais, Peregrina de Paz teve claro sua missão. Ela orou pela peregrinação e descobriu que esta era uma oração em si mesma".

"Encontrar um 'Homem Santo', diz-se que ocorre a cada momento na Índia e em outros países do Oriente - mas conhecer uma pessoa na América que está viajando a pé, rigorosamente sem dinheiro, nesta nação onde o dinheiro é venerado como não o é em nenhuma outra terra, positivamente está nos surpreendendo. Tal pessoa está agora viajando pelo Estado dando conferências sobre a paz mundial - uma mulher que se diz Peregrina de Paz...- Ela não tem medo de nada, tem um caráter risonho, é mais feliz que qualquer outra pessoa que tenhamos conhecido. Não existe ninguém meramente dedicado a ganhar dinheiro que jamais tenha alcançado uma paz interior como a dela".

UMA ENTREVISTA COM PEREGRINA DE PAZ, 6 DE JULHO, 1981

(Dirigida por Ted Hayes, administrador da estação de rádio WKVI em Knox, Indiana, um dia antes de sua morte).

Ted Hayes: Paz, falemos um pouco deste percurso que tem feito pela paz. Como foi que tudo começou?

Peregrina de Paz: Bem, começou em 1º de Janeiro de 1953 a partir de Los Angeles, Califórnia. Neste ano pus-me a caminho para andar pelo país; foi o que fiz: 5.000 milhas contínuas, cruzadas em ziguezague. Depois simplesmente continuei. Agora estou em minha sétima rota de peregrinação, ou seja, a sétima vez que cruzo o país. Percorri os cinqüenta Estados, as Dez Províncias canadenses, partes do México. É um esforço para fazer tudo o que uma simples pessoa possa fazer pela paz.

Caminho com devoção, como uma oportunidade para falar com muita gente e talvez inspirá-los a fazer também algo pela paz à sua própria maneira.

TH: Paz, o quê a trouxe a Knox, especificamente?

PP: Uma velha amiga me convidou para vir a Knox, Gertrude Ward. Conheci-a em outro lugar. Esta é minha primeira visita a Knox e claro, faço isto todo o tempo. É parte do meu constante peregrinar pela paz. Não tenho dinheiro. Não aceito nenhum dinheiro. Não pertenço a nenhuma organização, portanto não há respaldo organizacional por trás. Possuo apenas o que visto e levo. Simplesmente caminho até que me ofereçam teto, jejuo até que me dêem alimento. Nem sequer peço, oferecem-me sem que o solicite. Quero lhe dizer que as pessoas são boas. Há uma centelha de bondade em cada uma, não importa quão profundamente escondida esteja.

Bem, o que se passava era que os convites chegavam de repente. Pessoas totalmente estranhas ofereciam-me uma cama a cada três ou quatro noites. Raras vezes ficava sem três ou quatro refeições seguidas, mas agora os convites chegam quase sempre com antecedência. Este foi o caso deste convite para Knox.

TH: Paz, deixe-me perguntar-lhe uma coisa: você sempre foi Peregrina de Paz ou teve um nome quando era criança?

PP: Oh! este não é meu antigo nome, mas se me enviasse uma carta a meu antigo nome nem sequer a receberia. Agora sou há muito, Peregrina de Paz. Dizem-me que é um nome profissional, usado permanentemente, percebe? É meu nome legal há uns dez ou doze anos, desde que o adotei ao iniciar minha peregrinação em 1953.

As coisas mudaram muito desde então, mas lhe direi que há uma coisa que não mudou e esta é minha mensagem de paz. Continua a mesma: Este é o caminho da paz - vence o mal com o bem, a falsidade com a verdade e o ódio com o amor. Esta ainda é a mensagem que estou levando depois de todos estes anos. Bem, como vê, não aprendemos ainda a vivê-la. A palavra chave para nossos tempos é realmente prática. Não é de mais luz que necessitamos, e sim pôr em prática a luz que já temos. Quando o fizermos, coisas maravilhosas acontecerão em nossa vida e em nosso mundo.

TH: Peregrina de Paz, você sabe que existe um bom número de pessoas que nem sequer pensaria em fazer isto, que provavelmente julgam-na uma louca? Tem algum problema para vencer esta barreira com as pessoas?

PP: Bem, estou quase certa de que alguns daqueles que simplesmente ouviram falar de mim, devem pensar que estou completamente equivocada. Além do mais, estou fazendo algo diferente. Os pioneiros sempre são vistos como estranhos. Mas, como sabe, amo as pessoas e vejo a bondade nelas. São susceptíveis àquilo que vêem. O mundo é como um espelho: se lhe sorri, ele sorrirá. Encanta-me sorrir; em geral recebo sorrisos em troca. Tenho sido provida com tudo que necessito em minha peregrinação sem sequer pedi-lo.

TH: Caminha neste país sem um centavo no bolso. Caminha tão só com a fé em que alguém cuidará de você e sempre parece conseguir. Deve ter boa intuição sobre de quem acercar-se, a quem sorrir, inclusive sobre quem será bom com você, não é verdade?

PP: Sorrio a todos. Nunca me aproximo de ninguém. Em minha túnica está escrito Peregrina de Paz na frente e 25.000 Milhas a pé pela Paz atrás, de modo que as pessoas se detêm e lêem; muitos o fazem. Faz todos meus contatos por mim, com a maior bondade. Os que se aproximam são muito especiais. Ou estão genuinamente interessados na paz ou têm uma curiosidade viva, boa. Atualmente há muito interesse pela paz. Quando me pus a caminho, as pessoas aceitavam a guerra como uma parte necessária da vida. Hoje em dia, é claro, estamos buscando alternativas para a guerra. É na realidade uma premência - bem maior que antes. Quando parti havia muito pouco interesse na busca interior. Agora há um interesse quase universal nesta busca, a qual para mim é a maior premência de todas. Como eu falo essencialmente da paz dentro de nós mesmos como um passo para a paz no mundo, há um crescente interesse em minha matéria.

TH: Paz, a Bíblia nos diz que sempre haverá guerras. O que diz às pessoas sobre isto? Acreditam que este pequeno esforço possa fazer alguma diferença?

PP: Na verdade diz que haverá ''guerras e rumores de guerras''. Mas essa profecia vem cumprindo-se amplamente através dos séculos. Não vejo razão para querermos prolongá-la por mais tempo. Também diz: ''Devem colocar suas espadas nas grades do arado e transformar suas lanças em foices. Uma nação não deve levantar sua espada contra a outra, tampouco promover mais guerras''. Quem sabe chegou o momento do cumprimento dessa profecia. Eu acredito que sim.

Penso, é claro, que é o que todos nós na verdade desejamos. No entanto há tanto pessimismo. Estava falando com uma pessoa que dizia: "Estou também orando pela paz, mas não creio que ela seja possível". Respondi-lhe: "Não crê que a paz está de acordo com a vontade de Deus?'' "Oh! sim", disse ela, "Eu sei que está". "Então como pode afirmar que o que está de acordo com a vontade de Deus não é possível?'' Retruquei. Não só é possível como inevitável. Com que rapidez aconteça, depende apenas de nós.

Agora vejam, sei que todo esforço rende bons frutos, por isso continuo fazendo tudo que posso. Deixo os resultados nas mãos de Deus. Estes podem não manifestar-se durante minha vida, mas com o tempo aparecerão.

TH: Paz, de um modo geral não fica bem chegar para uma pessoa que se acaba de conhecer e perguntar-lhe quantos anos tem? Porém, hoje vou fazê-lo. Pode dizer-me sua idade?

PP: Só posso dizer-lhe que não sei e isto foi premeditado de minha parte. Constantemente criamos através do pensamento, incluindo a nossa idade. Tinha bastante idade quando me pus a caminho em 1º de Janeiro de 1953 e disse: "já é suficiente". A partir de então pensei em mim mesma como sendo eterna e radiantemente saudável; e assim sou. Não rejuvenesci, mas não vejo razão para querer ficar mais jovem. Posso seguir adiante muito bem assim como estou. Quando se aprendem as lições das épocas anteriores da vida, na verdade não se deseja regressar a uma época anterior.

TH: Peregrina de Paz hoje é minha convidada. Em sua túnica lê-se: "Peregrina de Paz" na frente e atrás "25.000 milhas a pé pela paz". Ela percorreu estas milhas, mas segue andando porque sua promessa é: ''Permanecerei em peregrinação até que a humanidade tenha aprendido o caminho da paz, caminhando até que me ofereçam teto, jejuando até que me dêem alimento''. Ela parece ser a pessoa mais feliz.

PP: Certamente sou uma pessoa feliz. Quem pode conhecer a Deus e não estar em gozo? Quero desejar paz a todos.

 

 

Peregrina de Paz quando jovem

 

PEREGRINA DE PAZ

UM CONVITE

dos amigos de Peregrina de Paz

Esperamos que este livro os tenha inspirado. Talvez desejem uma cópia do clássico espiritual, PASSOS PARA A PAZ INTERIOR, por Peregrina de Paz. Este livrinho de 36 páginas contém a mensagem básica de Peregrina de Paz. Pode ser levado no bolso ou na bolsa. É ideal para compartilhar com familiares e amigos e para enviar com cartões de Natal ou outra correspondência pessoal. Muitos grupos de estudo solicitam em quantidade este livrinho. Uma cópia de ambos os exemplares será enviada gratuitamente a quem os solicitar.

AMIGOS DE PEREGRINA DE PAZ é uma organização não lucrativa, livre de impostos, que se dedica a difundir a mensagem de Peregrina de Paz. Oferecemos sua mensagem gratuitamente, como ela o fez, sem despesa alguma. Todo o pessoal voluntário e muitos pequenos donativos têm tornado possível cumprir com todas as solicitações de livros e outras publicações.

Convidamo-os a solicitar uma lista atual de materiais. Também oferecemos uma revista em inglês a quem o solicitar.

Amigos de Peregrina de Paz
Telefone (909) 927-7678
43480 Cedar Avenue, Hemet, CA 92544


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